guias de estudo do CACD

Guias de Estudo do CACD

guias de estudo do CACD

O que são os Guias de Estudo do CACD ?

Os guias de estudo são coletâneas de redações escritas por candidatos que foram aprovados no Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD).

Durante a maior parte da história recente do CACD, os Guias de Estudo eram editados pelo próprio Ministério das Relações Exteriores.

Esses guias continham as questões discursivas do certame, ou seja, as provas da segunda e terceira fases do processo seletivo. Além das perguntas da banca, por meio dos guias eram disponibilizadas as dissertações com as notas mais altas dentre todos aqueles que foram aprovados.

Os guias de estudo rapidamente se tornaram uma das principais ferramentas para que os candidatos pudessem, de fato, conhecer o posicionamento da banca acerca dos principais tópicos do CACD.

Em resumo, esses guias eram uma forma de o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) dizer aos futuros candidatos ao CACD: ” Nós preferimos respostas como essa, caso você queira ser aprovado, siga esse modelo“.

A polêmica dos Guias de Estudo do CACD

material de Política Internacional para o CACD

É claro que ter acesso a esse material sempre foi algo extremamente positivo. É óbvio que ler as melhores redações permite ao candidato moldar sua estratégia de estudo para que ele também possa escrever dissertações de qualidade similar.

Em teoria tudo funcionava bem, mas havia um detalhe que rapidamente chamou a atenção dos novos candidatos ao CACD:

As redações dos aprovados eram praticamente perfeitas.

Não estou afirmando que as redações eram perfeitas no sentido figurado, muitas das redações eram virtualmente livres de erros, tanto gramaticais quanto conceituais.

Logo os novos candidatos aso CACD começaram a se perguntar:

Será que eu preciso escrever redações perfeitas para ser aprovado?

Essa era uma pergunta absolutamente válida. Todos sabem que as fases discursivas do CACD são extremamente corridas. Não há nem mesmo tempo para escrever rascunhos das redações.

Então, como é que os aprovados eram capazes de escrever textos tão impressionantes tão rapidamente?

Algo parecia não fazer sentido. Será que os aprovados realmente eram seres iluminados capazes de escrever textos perfeitos em velocidade recorde?

Claro que não!

Mais tarde, depois de toda essa polêmica descobriu-se que o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) permitia que os aprovados revisassem suas dissertações antes que elas fossem publicadas.

Aí eu te pergunto:

Se você soubesse que um de seus textos seria publicado nacionalmente, pelo Ministério das Relações Exteriores, o que você faria?

Você certamente iria corrigir e melhorar o texto de todas as maneiras possíveis.

É precisamente isso que os aprovados estavam fazendo. Portanto, ao ler os guias de estudo de 2004 a 2014, não se assuste com a qualidade das respostas. A maioria daquelas dissertações foram corrigidas e escritas com a ajuda de material de consulta.

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Guias de Estudo mais realistas

Devido a uma série de fatores externos, o Ministério das Relações Exteriores decidiu abandonar a publicação desses guias, fato que impactaria diretamente a preparação daqueles que ainda almejavam ser aprovados no CACD.

Com vistas a responder a esse interesse dos candidatos em relação às melhores redações, os próprios recém aprovados decidiram criar guias de estudo independentes.

E o melhor de tudo, esses guias são objetivamente superiores àqueles oferecidos pelo Ministério das Relações Exteriores entre 2004 e 2014.

Por que os novos Guias de Estudo são melhores?

Porque são mais realistas. Nos novos guias de estudo, as respostas não são reescritas, não são reestruturadas, não passam por um processo de melhoria antes de serem publicadas.

Os recém aprovados decidiram disponibilizar suas respostas da mesma maneira como foram escritas no dia da prova. Os erros gramaticais, os argumentos (e suas contradições) e a qualidade do texto são precisamente iguais àquilo que o corretor da banca recebeu.

Por meio desses novos guias de estudo para o CACD, de 2014 até hoje, é possível ter uma noção real do nível dos candidatos aprovados.

Basta comparar os guias antigos com os novos para perceber que não é preciso ser um super-herói para conseguir escrever textos bons o suficiente para garantir sua vaga e tornar-se diplomata.

A maior vantagem dos novos Guias de Estudo para o CACD

Sem dúvidas, a característica mais impactante dos novos guias de estudo é o fato de eles conterem, além das melhores respostas, as piores respostas dos aprovados.

Ao ler as respostas com notas mais baixas fica claro para o candidato ao CACD que mesmo quando não se domina determinado assunto, é absolutamente possível ser aprovado, contanto que você seja capaz de compensar em outras matérias.

Você vai perceber que muitos candidatos conseguem ser aprovados apesar de cometeram erros gramaticais relativamente simples. Várias pessoas tornam-se diplomatas sem conhecerem toda a matéria do concurso em detalhe.

Lembre-se: isso tudo não quer dizer que seja fácil passar na prova. Antes de julgar a qualidade dos textos é crucial levar em consideração que essas dissertações foram escritas com pressa e sob enorme pressão.

Já falei demais, agora baixe os Guias de Estudo para o CACD e estude-os com afinco, eles são a melhor forma de conhecer as sutilezas de seus avaliadores.

Lista de Guias de Estudo para o CACD:

Vamos aos guias mais recentes (editados pelos próprios aprovados):

Guias de Estudo Antigos (editados pelo Ministério das Relações Exteriores – MRE):

Para mais informações sobre estratégias de estudo para o CACD, recomendo fortemente que você leia o artigo: Como começar a estudar para o CACD.

Quer saber mais sobre a carreira diplomática de maneira mais ampla? Leia o post: O que faz um diplomata?

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Bons estudos!

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